Friday, August 29, 2014

Aprendendo línguas usando o WhatsApp

Muitas pessoas têm usado o WhatsApp para se comunicar ultimamente, e fiquei pensando se poderíamos usá-lo com nossos alunos também. Por sorte e por seguir a Professora Carla Arena no Twitter, soube através de um tweet dela que haveria um webinar com o título "Practical Ideas for WhatsApp in the language classroom" promovido pela Casa Thomas Jefferson. 

Era a minha chance de aprender sobre isso! Imediadamente entrei no link e participei do webinar.

Os palestrantes sugeriram criar grupos com nossos alunos para fazer diversas atividades para praticar gramática, pronúncia, compreensão oral e a produção escrita. Além disso, pensei em colocar o foco das atividades nas funções da língua e em gêneros textuais.

Uma das ideias que mais gostei de aprender foi a usar emoticons para que os alunos explorem sua criatividade e escrevam sentenças e até mesmo histórias com eles!

A ilustração abaixo mostra como podemos ajudar nossos alunos a praticar o uso de comparativos usando emoticons do WhatsApp:


Gostei muito do webinar! Aprendi e espero poder colocar essas ideias em prática assim que possível!

Assim que eu tiver o link da gravação do webinar, coloco aqui.

Você usa o WhatsApp com seus alunos também? Como?

Até breve!

 

Thursday, May 22, 2014

Aprendendo inglês mostrando os pontos turísticos da nossa cidade

Acredito que a educação do século XXI deve ultrapassar as paredes da sala de aula. Ao invés de apenas aprender e mostrar para os professores, acho que os estudantes devam mostrar os resultados de sua aprendizagem para o mundo inteiro.

Com isso em mente, sugeri que meus alunos de Língua inglesa 2 preparassem vídeos sobre os pontos turísticos da nossa cidade para que as pessoas no mundo todo pudessem conhecer as nossas belezas.

Compartilho com você como tudo aconteceu.

A preparação da aula foi a seguinte:

1. Fizemos um brainstorming com o tema "A wide world"
2. Conversamos sobre os pontos turísticos de nossa cidade
3. Mostrei um vídeo de uma turista mostrando uma cidade na Índia: https://www.youtube.com/watch?v=RLUH26G5O-Y 
4. Os alunos se dividiram em grupos, decidiram e pesquisaram informações sobre o lugar

Depois de vários dias, assistimos às apresentações dos vídeos. Mostro aqui dois vídeos e depois posto mais!

https://www.youtube.com/watch?v=WlIcHIwNEYo&feature=youtu.be 
Video presentation for our Language classes at UFPA. Group: Dayane Paixão, Jefferson Oliveira, Anne Caroline, Caio Rodrigues and Matheus Alencar.
YOUTUBE.COM



https://www.youtube.com/watch?v=FRus5DccIXw&feature=youtu.be 




Fiquei muito feliz com o resultado dos vídeos e fiquei contente também ao saber que eles aprenderam inglês, conheceram os lugares e puderam apreciar as nossas belezas! Meus alunos se mostraram muito à vontade na elaboração dos vídeos e me surpreenderam muito! Parabéns para eles!

Você propõe projetos como esses também?

Até breve!

Friday, May 9, 2014

Aprendendo a fazer pedidos em restaurantes com o livro On Speaking Terms de Eliana Santana-Williamson

Um dos tópicos que meus alunos de língua inglesa II têm que aprender é como fazer pedidos em restaurantes. Como normalmente os livros didáticos só mostram uma parte desse tipo de interação, resolvi usar o livro "On Speaking Terms" escrito por Eliana Santana-Williamson http://www.cengage.com.br/els/on-speaking-terms-1-student-book/.

A decisão pela escolha desse material se deu porque o foco do livro é o inglês real falado nos Estados Unidos. A autora resolveu escrevê-lo após constatar que seus alunos de inglês como segunda língua estavam tendo diversas dificuldades em interagir de maneira apropriada nos Estados Unidos. Ela, então, resolveu escrever um livro com o foco na fala e usou dados de linguística de corpus no seu material.

Um aspecto diferente desse livro é que mostra a interação em restaurantes, por exemplo, como realmente acontece. Vejamos, aprendemos que os clientes são recebidos por um(a) recepcionista que pergunta algo como "How many in your party?". Uma pessoa que não sabe disso, pode não entender o que foi perguntado...  Além dessa pergunta, muitas outras frases e sentenças usadas por garçons em restaurantes americanos, são mostradas juntamente com diversos aspectos culturais específicos dos Estados Unidos.




Para que meus alunos aprendessem toda essa interação em restaurantes, resolvi planejar aulas com esse objetivo seguindo os seguintes passos:

1. Conversa com alunos sobre restaurantes, comidas preferências alimentares
2. Manuseio de cardápios reais de restaurantes americanos
3. Apresentação de pequenos vídeos com essas interações (como a internet na sala não estava funcionando, postei alguns vídeos no grupo da turma no Facebook)

http://www.engvid.com/ Eating in a restaurant can be a fun thing to do with friends, but if you are just learning English all the new words can be confusing....
YOUTUBE.COM


4. Aprendizagem de diálogos em restaurantes usando o livro "On Speaking Terms"
5. Prática em pequenos grupos de simulações em restaurantes usando os cardápios reais
6. Encenação dos diálogos
7. Compartilhamento do que aprenderam

Você pode ver alguns momentos dessa aula aqui










A aula foi muito divertida e rica de aprendizagem usando os exemplos de interações reais do livro "On Speaking Terms" e com o uso dos cardápios de verdade! Acho que meus alunos gostaram também.

Você usa interações de inglês realmente falado?

Até breve!

Monday, April 28, 2014

Aprendendo sobre cultura com Yuri Silva - aluno do programa Ciência Sem Fronteiras

Um dos aspectos que tenho aprendido muito sobre educação é que as aulas no século XXI devem ser momentos de reflexão, troca de ideias, debates e compartilhamento de opiniões. Como concordo com essa nova maneira de trabalhar em sala de aula, tenho tentado fazer isso em minhas aulas.

Na minha disciplina Culturas Anglófonas temos tido diversos debates e discussões sobre cultura brasileira, cultura Amazônica, cultura americana, cultura e aulas de inglês e muito mais. Para enriquecer nossas aulas, gosto muito de convidar pessoas para interagir com meus alunos por Skype. Sabendo disso, minha aluna Beatriz Carvalho sugeriu que seu amigo Yuri Silva, aluno do curso de graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do Pará que está na Universidade de Cornell pelo programa Ciência Sem Fronteiras poderia contribuir com sua experiência em nossa aula. Aceitei a sugestão da Beatriz e tivemos hoje uma Skype conference com o Yuri.

Para a conferência, meus alunos postaram as seguintes perguntas no grupo no Facebook para o Yuri:

  • Ivo Matos Eu gostaria de saber quais as diferenças entre ser um aluno da UFPA e de uma Universidade americana ( carga de leitura, relacionamento com professores e colegas...)
  • Ivo Matos Qual o aspecto cultural mais surpreendente que você encontrou na cidade onde está vivendo.
  • Thaianny Cristina Eu quero saber como foi o primeiro dia de neve. Conhecendo o Yuri e o relacionamento conturbado dele com o calor kkkk
  • Raquely Caldeira Eu queria saber se você já teve algum problema de comunicação com alguém de lá. E o que você geralmente come(jantar e almoço) e onde.
  • Ivo Matos O que você acha que os americanos ( os que convivem com você) poderiam, na sua opinião apreder com os Brasileiros? E que os brasileiros poderiam aprender com eles?
  • Cintia Costa Ele teve alguma surpresa nos EUA? Houve algo que ele pensasse que fosse de um jeito e quando ele chegou lá viu que era muito diferente?
  • Raquely Caldeira Uma coisa que tem ai onde você mora em NY que não tem aqui no Brasil e que você vai sentir falta quando voltar pra cá (tirando a neve haha).
  • Cintia Costa Você acha que vai ter um choque cultural ao voltar para cá? Qual?
  • Rayssa Moraes Já que ele não tinha um contato contínuo com a língua, como foram as primeiras aulas? Ele teve grandes dificuldades nesse sentido?
  • Débora Souza Eu quero saber se Ele já passou por alguma situação constrangedora (dentro ou fora da Universidade). E como ele e as outras pessoas envolvidas reagiram?

Durante a Skype Conference, Yuri respondeu cada pergunta e aprendemos como é a vida de um aluno em uma universidade americana, que eles têm aulas curtas e que têm que ler muito e fazer muitas tarefas acadêmicas; eles têm acesso aos professores em suas "office hours", têm ajuda dos TAs (Teaching Assistants - alunos de mestrado ou doutorado); falou sobre a neve; sobre sua alimentação; diversas experiências culturais e outros assuntos.

Os alunos e eu gostamos muito de interagir com o Yuri e acredito que suas experiências nos ajudaram muito a compreender diversos aspectos culturais. Gostei muito da sugestão da Beatriz e fiquei feliz em ter tido uma aula assim.

Veja alguns momentos da nossa aula aqui:




Yuri, muito obrigada por ter dedicação um pouco do seu tempo para nós! Gostamos muito de aprender com você! Muito sucesso e felicidade na sua vida aí em Cornell!

Até breve!

Thursday, April 24, 2014

Falando sobre Felicidade em inglês - uma aula diferente com ideias da Viviane Mosé

Normalmente as aulas de língua têm o foco em palavras e estruturas gramaticais. Muitas vezes, nós professores, acabamos dando uma ênfase muito grande a frases corretas gramaticalmente, mas sem muito significado para nossos estudantes. Ao ensinar o Simple Past, por exemplo, é comum encontrarmos frases como essa em livros didáticos:

John bought a car.

A sentença está correta mas talvez não tenha significado algum aos nossos estudantes. Quem é John? Por que ele comprou um carro? O que o John tem a ver com a minha vida e com a minha realidade? Mesmo assim, normalmente os alunos têm que repeti-las muitas vezes.

Com ideias de uma escola totalmente diferente da tradicional, a filósofa Viviane Mosé acredita que a escola deveria aprender muitas coisas diferentes, como por exemplo, falar de Felicidade. No seu vídeo “O que a escola deveria aprender”, um dos argumentos dela é que a escola é como uma fábrica onde os alunos são como bonecos montados para o sistema. Além dessa ideia, o vídeo dela é muito rico e nos faz refletir muito sobre a escola. Agradeço minha aluna Julie Novaes pela indicação do vídeo. 

A educação por Viviane Mosé. A escola fragmentada, dividida em disciplinas e grades curriculares, e distante da vida dos professores e alunos, se deparar, a ...
YOUTUBE.COM|BY PHILIP GLASS


Refletindo sobre minhas aulas após assistir a esse vídeo, resolvi planejar uma aula na qual os alunos teriam que praticar inglês falando sobre o que já passou tendo como tema a Felicidade.

Comecei a aula fazendo a chamada na qual os alunos deveriam dizer em inglês algo que os deixaram felizes durante o feriado de Páscoa. Depois disso, fiz um brainstorming no qual os alunos compartilharam palavras sobre Felicidade.

Como os alunos deveriam aprender como falar do passado, propus que eles escrevessem 10 coisas que os deixaram felizes quando eram crianças, adolescentes ou há alguns anos. Num primeiro momento, alguns me olharam um pouco surpresos com o número 10. Disse a eles que pensassem em pequenas coisas que muitas vezes não damos importância, como sentir o cheiro de uma flor, por exemplo.

Enquanto eles escreviam suas sentenças em inglês, coloquei uma música tranquila de fundo e fiquei andando pela sala para ajudar os alunos. Nesse momento, tive a oportunidade de sentar ao lado de alguns alunos para ajudá-los com uma palavra ou expressão que eles queriam usar mas não conheciam. Também conversei um pouco com eles e descobri várias coisas interessantes sobre as vidas deles.

Depois disso, pedi que os alunos em duplas, lessem a lista do seu colega e conversassem sobre o que tinham escrito. Vi que os alunos conversavam e sorriam e um aprendia com o outro usando assuntos que faziam parte das vidas deles e coisas que os deixavam felizes. Parecia que eles estavam aprendendo mais porque os assuntos eram significativos para eles.

Após essa atividade, fizemos uma reflexão sobre essa aula e os alunos disseram que tinham gostado porque tinham falado de suas vidas ao invés de apenas repetir algo apresentado no livro. Os alunos produziram seus próprios materiais e aprenderam o que queriam dizer por que tinha significado para eles.

Gostei muito dos resultados dessa aula e amei vê-los felizes e sorrindo. Você estimula seus alunos a falar de felicidade nas suas aulas também?


Até breve!