Monday, May 13, 2013

Mais aulas "engajativas"

Geralmente as aulas expositivas são cansativas. Mesmo que o professor se esforce muito mostrando imagens, apresentações em Power Point ou outros recursos visuais, é bastante difícil fazer com que todos os alunos consigam prestar atenção e aprender durante esse tipo de aula por mais de 30 minutos. Já pensou como se sentem nossos alunos tendo esse tipo de aulas de 7:30 da manhã às 12:50?

Acredito que é hora de revermos nossos modelos de aulas porque uma aula inteira só dando conteúdos durante todo o tempo não é garantia de aprendizagem. Acredito que o foco precisa mudar do ensino para a aprendizagem e, para que isso aconteça, vários estudiosos têm mostrado exemplos de técnicas, metodologias e métodos com o foco no aluno e em sua aprendizagem.

Para ilustrar melhor essa mudança de paradigma, conto para vocês como trabalhei hoje com meus alunos de Letras - inglês, da disciplina Teatro Anglófono. O tema da aula de hoje era Gêneros Teatrais.

Começamos a aula com uma revisão da aula anterior e falamos um pouco sobre o que aprendemos sobre a História do Teatro.

Depois disso, dois alunos encenaram um trecho de uma peça em inglês. Mas como os alunos ficaram um pouco apreensivos sobre a pronúncia e o significado de algumas palavras, decidimos fazer diferente a partir da próxima aula. Os alunos vão encenar peças curtas de 5 minutos em inglês e eles podem escolher que peça querem encenar, podendo inclusive criar suas próprias peças! Ou seja, em cada aula teremos encenações de diferentes alunos. Acredito que isso enriquecerá nossas aulas e ajudará os alunos a praticarem mais inglês.

Posteriormente, os alunos tiveram 20 minutos para conversar sobre os gêneros teatrais em duplas, trios ou grupos. Alguns alunos pesquisaram sobre o tema em casa e trouxeram materiais para a aula e outros usaram seus celulares, laptops ou o computador da sala. Achei muito interessante o quanto os alunos se envolveram na pesquisa e na discussão.

Compartilho com vocês algumas fotos dos alunos na aula de hoje.














O passo seguinte foi uma discussão com todos os alunos e foi muito legal ver as contribuições de cada grupo. Eles mostraram muitas informações interessantíssimas! Gostei muito! Para que pudéssemos aprender mais, a partir da lista dos gêneros que os alunos falaram, achei que seria bom que eles pesquisassem vídeos sobre cada um. Para tanto, a Laena tirou uma foto do quadro e a postou no grupo da disciplina no Facebook. Na próxima aula, assistiremos aos vídeos que os alunos encontrarem.



No fim da aula de hoje, perguntei aos alunos o que eles sentiam numa aula assim e alguns disseram que a aula fica mais interessante porque todos podem falar, que o tempo passa mais rápido, mas alguns ainda ficam um pouco perdidos numa aula em que eles têm que estar no centro de sua própria aprendizagem. Isso é de se esperar porque a maioria está acostumado a ir para as aulas e ficarem só ouvindo o que o professor fala. Mudanças exigem tempo.

Mesmo assim, como você pode ver, os celulares e computadores podem ser excelentes aliados para que todos os alunos participem ativamente das aulas.

Você incentiva seus alunos a participarem mais das aulas também?

Até breve!

Wednesday, May 8, 2013

Aprendendo sobre marcas e consumismo com Hilary Pollan, a nossa ETA

Aprender uma língua estrangeira no ensino superior poderia significar aprender a ter um pensamento crítico. Como ainda é obrigatório que usemos um livro didático nas aulas de língua inglesa, tento adaptar o seu uso com a inclusão de assuntos mais densos que levem os alunos a uma reflexão mais profunda acerca dos temas do livro.

Agora, por exemplo, o tema da unidade é Compras. O livro ensina como perguntar o preço das coisas, vocabulário referente a cores, roupas e acessórios. Acho que apenas isso é pouco para alunos universitários. Por isso acredito que podemos aprender e debater o que há por trás do consumo e como as marcas impactam as vidas de muitas pessoas.

Aproveitando a excelente oportunidade de termos dois ETAs (English Teaching Assistants) da Fulbright na minha universidade nesse ano, uma deles, a Hilary Pollan, falou para minha turma sobre marcas e consumo. Além de os alunos poderem ouvir inglês de uma americana, eles tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho da autora Naomi Klein que escreveu um livro chamado "No logo". Os alunos assistiram a um vídeo de uma entrevista com ela no link: http://www.youtube.com/watch?v=B0TQR1kVs0k. Essa entrevista fala sobre o  impacto que as marcas exercem na vida de muitas pessoas que não percebem que muitas vezes esses produtos são feitos em países em desenvolvimento usando uma mão de obra quase escrava.

Além disso, Hilary nos mostrou as marcas que ela gosta e usa. Ela falou os motivos de ela consumir marcas específicas como Whole Foods, um café local e outras. Também tivemos a chance de falar com o namorado dela pelo Skype. Ele também falou as marcas que usa e mostrou seus tênis e bonés para os alunos.

Depois disso, os alunos ficaram em grupos para pensar em estereótipos de pessoas para elaborar uma lista de compras de acordo com cada pessoa. Foi muito interessante ver os alunos discutindo, desenhando e debatendo sobre o poder das marcas. Vários alunos usaram seus celulares para pesquisar o nome de roupas e acessórios em inglês.

Compartilho com você umas fotos da aula de hoje:

Hilary conversando sobre marcas

Os alunos escreveram ou desenharam marcas que viram nas últimas 24 horas 


Os alunos compartilharam as marcas que conhecem
                                      


Jr, o namorado na Hilary fala sobre as marcas que gosta

Ele mostrou seus tênis de sua marca favorita

Os alunos escolheram um estereótipo para fazer uma lista de compras que a pessoa gosta de consumir







Alguns desenhos produzidos hoje com as roupas e acessórios em inglês

Os alunos aprenderam muito sobre o assunto, além de terem aprendido vocabulário em inglês sobre o tema do livro. Também foi muito enriquecedor ouvir os pontos de vista da Hilary e de seu namorado, mesmo os dois sendo americanos, os dois têm opiniões diferentes sobre marcas.

Acredito que os alunos universitários tiveram uma aula muito mais rica dessa forma ao invés de apenas usarem o livro didático nas aulas.

Você também estimula seus alunos a terem um pensamento crítico nas aulas de línguas?

Até breve!

Tuesday, May 7, 2013

É necessário esforço e tempo para aprender uma língua

Eu gosto muito de trabalhar com adultos. Eles são mais conscientes do que querem e têm maturidade para compreender mais sobre a aprendizagem.

No entanto, tenho percebido que o sistema em vigor tem exigido cada vez mais das pessoas e isso tem feito com que vários alunos não tenham tempo para se dedicar aos estudos de uma língua estrangeira. 

Por causa disso, já faz bastante tempo que alerto meus alunos que apenas frequentar aulas de qualquer curso não é suficiente para aprender um idioma. É necessário que se disponha de tempo todos os dias para ter contato com a língua que se deseja aprender. É imprescindível ouvir vários tipos de áudios (filmes, podcasts, vídeos, música, notícias e outros), escrever textos (chats, críticas, comentários, opiniões, emails), ler vários tipos de textos e falar com estrangeiros para realmente aprender.

É muito importante que nós, professores, conversemos sobre isso com nossos alunos. Eles têm que saber que o papel deles é extremante importante no processo de aprendizagem. Eles têm que saber que para aprender uma língua, eles têm que estudar todos os dias para terem resultados positivos. 

Para que os alunos saibam como estudar, acredito que nunca é demais oferecer apoio para nossos alunos com dicas. Compartilho com vocês alguns sites que podem ajudar nossos alunos a estudar em casa:

O Podbean oferece podcasts em inglês e em outras línguas sobre temas variados: http://www.podbean.com/


O Palabea é um site para pessoas que querem praticar línguas estrangeiras: http://www.palabea.com/


Esses dois sites podem ajudar nossos alunos a estudar mais e se tornarem autônomos no processo de aprendizagem de uma língua.

Você dá dicas de estudo para seus alunos também?

Até breve!

Wednesday, May 1, 2013

Aprendendo sobre o trabalho em encontros com trabalhadores - ideia da Maria Bossa

Aproveitando o dia de hoje, dia do trabalhador, pensemos em maneiras de ajudar nossos alunos a refletir sobre o futuro. Uma ideia maravilhosa sobre isso foi feita pela professora Maria Bossa, da Argentina.

Ela convida diferentes trabalhadores para conversarem com seus alunos e já chamou até o prefeito de sua   cidade! Os alunos gostam muito desses momentos porque têm a oportunidade de saber mais sobre várias profissões através dessa interação.

Nas fotos abaixo você pode ver o prefeito conversando com os alunos dela no ano passado:



Maria Bossa e o Prefeito da cidade de Rio Tercero, senhor Alberto Martino

Se você não conseguir trazer todos os profissionais que deseja para suas aulas, você pode usar o Skype para fazer esse encontro. É só você usar o site Skype in Education para isso. Hoje mesmo, um senador americano está disposto a responder às perguntas como você pode ver aqui:



Além de políticos, Maria Bossa chamou outros profissionais para interagir com seus alunos. Essa ideia é formidável! Mesmo que essa interação aconteça na língua nativa, os alunos podem fazer pequenos relatos sobre essas visitas em um blog, videoblog ou em outro espaço na internet usando a língua estrangeira. Assim, mais pessoas no mundo inteiro podem aprender com os relatos dos alunos.

Pensemos em maneiras de ajudar nossos alunos a aprenderem mais sobre diversas profissões convidando vários profissionais de diferentes áreas a fim de que crianças e adolescentes conheçam mais sobre o mundo do trabalho em nossas aulas.

Você convida profissionais para suas aulas também?

Até breve!

Tuesday, April 30, 2013

Repensando a avaliação da aprendizagem

Uma coisa que me angustia muito é o fato de ter que submeter alunos do curso de línguas a provas tradicionais. Essas provas podem ter muito foco gramatical, ser descontextualizadas e com questões que podem induzir os alunos ao erro.

Só pelo fato de ter que arrumar a sala em filas para que os alunos não "colem" já é estranho numa época que temos tantas ferramentas à disposição para ajudar a compreender e aprender.

Façamos uma reflexão:


  • Quando os alunos precisam da língua estrangeira, eles usam várias ferramentas de apoio como a internet, dicionários e livros. Se isso acontece sempre, porque continuamos a exigir que os alunos memorizem tanta informação?



  • Já faz tempo que muitas empresas solicitam que seus funcionários trabalhem em grupos e equipes, por que não podemos fazer isso nas availiações também?



  • Por que exigimos que os alunos façam as provas sozinhos e sem consultar nenhum material se isso não acontece mais quando eles precisam de alguma informação?



  • Se os alunos se esquecem de alguma informação no momento da prova, por que eles têm que ser penalizados por isso?



  • Se os alunos tiram uma nota baixa, o que normalmente se faz? Não deveríamos revisar o assunto e ajudar o aluno a aprender o conteúdo?



  • Como prosseguir o programa de qualquer disciplina se os alunos ainda não aprenderam o conteúdo ensinado?


Como você pode ver, são muitas as perguntas que me faço sobre esse tema de avaliação. Fico feliz de ter tido a oportunidade de conhecer o trabalho do Cipriano Luckesi, grande educador brasileiro e especialista em avaliação. Ler seus artigos e assistir às suas entrevistas me ajudam a trabalhar melhor na avaliação dos meus alunos. Amei ter estudado mais seu trabalho com minha amiga e excelente professora Susan Miranda.  Gostamos tanto que apresentamos alguns seminários sobre esse tema na escola de língua onde trabalhávamos além de termos apresentado uma comunicação com os resultados do nosso trabalho de conclusão de curso em um Braz-Tesol Conference no ano 2000.

Você pode ler mais artigos sobre esse tema no site dele: http://www.luckesi.com.br/


Para ver um trailler de uma entrevista com o Luckesi sobre avaliação da aprendizagem, clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=iiJWUcR0g5M

Como meus alunos do curso de línguas fizeram a prova hoje, vou corrigir tudo amanhã e analisar as respostas na próxima aula. Não quero apenas entregar as notas e passar para o assunto seguinte. Os alunos precisam aprender e entender com seus erros.

Espero que essa atitude possa diminuir os efeitos negativos de provas tradicionais.

Você ajuda seus alunos a aprender com seus erros também?

Até breve!



Monday, April 29, 2013

Mudando a maneira de ensinar para a Pedagogia da Parceira do Marc Prensky

O livro Teaching Digital Natives do Marc Prensky tem me ensinado muitas ideias sobre o ensino e a aprendizagem dos nativos digitais. Tenho lido e experimentado várias sugestões em minhas aulas e tenho visto resultados positivos desde então. 

Compartilho com vocês alguns aspectos do livro sobre como mudar para começar a usar a Pedagogia da Parceira nas minhas aulas.

Aprendi que para ser bem sucedida, os professores que usam a Pedagogia da Parceria devem ver seus alunos como parceiros no processo de aprendizagem. Essa é uma grande mudança do modelo em que os  papeis são estabelecidos em aulas tradicionais, onde os professores são os especialistas com todas as habilidades e informações e os alunos são os recebedores do conhecimento do professor.

O trabalho do professor é promover a aprendizagem de uma forma que seja significativa e desafiadora para todos os alunos. Esse tipo de pedagogia requer mais tarefas práticas, mais pensamento independente e mais criação por parte dos alunos.

Tendo essas ideas em mente, já que o novo período começou hoje, pude finalmente experimentar usar a Pedagogia da Parceria desde o início das minhas disciplinas: Língua Inglesa 2 e Teatro Anglófono.

Como parceiros na aprendizagem, resolvi decidir o planejamento dos projetos, aulas e avaliações com os alunos. Para tanto, na disciplina Língua Inglesa 2, criei um documento no Word e digitei os temas das unidades a serem estudadas. Também coloquei perguntas sobre como os alunos gostariam de aprender, de ser avaliados e que projetos querem de fazer nesse período. Projetei esse documento no quadro usando o data-show e, em grupos, os alunos tiveram 30 minutos para discutir.

Fotos da aula de hoje:








Depois desse tempo, tivemos uma conversa com todos para tomar as decisões. Algumas sugestões foram as seguintes e me ajudaram muito:

- A professora precisa mostrar os aspectos gramaticais no livro para que os alunos possam se guiar melhor.
- A professora precisa variar as formas de fazer revisão dos aspectos estudados. 
- Os alunos querem praticar mais as habilidades todas as semanas e entregar algum texto oral ou escrito todas as sextas-feiras. 

Como não tivemos tempo para decidir sobre os projetos e avaliações, postei o documento no grupo da turma no Facebook. Um dos alunos vai transformar esse documento em algo parecido com o Google Doc para que todos possam contribuir com ideias e sugestões. Vamos definir tudo na próxima seguinte.

Eu gostei muito de começar as aulas assim! Ao invés de eu decidir tudo como fazia antes, trabalhar com a parceira é muito gratificante porque todos se tornam responsáveis pela aprendizagem. Além disso, eles têm a liberdade para escolher maneiras de aprender de acordo com seus interesses. Nada melhor do que aprender de uma maneira mais personalizada (temos que lembrar que as pessoas são diferentes e podem trilhar caminhos diferentes para aprender).

Você decide algum aspecto de suas aulas com seus alunos também?

Até breve!

Saturday, April 27, 2013

Dando oportunidades para nossos alunos participarem ativamente das aulas

Com a colocação de um computador com data show nas salas da minha faculdade, tenho percebido que vários professores têm usado bastante o Power Point em suas aulas. No entanto, me questiono se realmente é isso que os alunos realmente esperam em nossas aulas.

Lendo o livro Teaching Digital Natives do Marc Prensky, aprendi que ao invés de continuarmos a dar aulas expositivas mesmo com o uso de Power Point, Prezi ou outros programas de apresentação, devemos fazer com que nossos alunos usem várias tecnologias e ferramentas para aprender e apresentar resultados de suas pesquisas ou trabalhos.

A respeito disso, de dar oportunidades de os alunos usarem as ferramentas, lembro bem que quando eu estava na educação infantil e no ensino fundamental, eu morria de vontade de escrever algo no quadro. Parecia fascinante ter um pedaço de giz e ser capaz de escrever ou desenhar qualquer coisa lá! No entanto, infelizmente, não me lembro de nenhum professor ter me dado essa chance.

Para que meus alunos não tenham a mesma vontade, de vez em quando peço que eles escrevam algo no quadro. Por exemplo, quando temos que aprender vocabulário, escrevo algo e entrego alguns marcadores de quadro para que os alunos escrevam algo e depois entreguem o marcador para outros alunos até que todos tenham tido a chance de escrever. Quando eles não sabem como escrever o que querem em inglês, me perguntam ou perguntam a um colega. Depois que todos escreveram, verificamos se entendemos tudo e se há algo a ser corrigido. Percebo que os alunos gostam bastante de fazer essa atividade e o quadro fica mais ou menos assim:


Eu também tenho encorajado os alunos a usar o computador com internet que fica na mesa do professor quando eles estão fazendo as atividades durante as aulas. Eles podem checar a tradução ou a pronúncia de alguma palavra usando sites, ou podem usar qualquer outro site para aprender. Quando falei sobre o uso desse computador pela primeira vez, senti que os alunos me olharam de forma estranha. Talvez tenha acontecido isso porque eles não estavam acostumados a usar o material que fica na mesa do professor. Nos primeiros dias ninguém usou o computador, mas depois, vendo eu eu continuava a incentivar o uso dessa ferramenta, aos poucos os alunos começaram a usá-lo para aprender.

Tenho observado que todos os alunos têm trabalhado para aprender durante as aulas. É muito empolgante vê-los discutindo, compartilhando e aprendendo uns com os outros usando livros, celulares, computadores e tablets. Enquanto eles estão fazendo suas pesquisas e tarefas de aprendizagem, eu fico andando pela sala oferecendo auxílio. De vez em quando, sento em algum grupo para contribuir com algo. Eu também aproveito para dar atenção aos alunos que mais necessitam de suporte. Tenho gostado muito de trabalhar assim porque percebo que ao invés de eu ficar explicando tudo, eu faço algumas perguntas (de acordo com a teoria do livro do Marc Prensky) e deixo os alunos descobrirem as respostas. Acredito que é muito mais interessante aprender assim.

Enfim, acho que a aprendizagem acontece realmente quando os alunos descobrem, pesquisam e refletem sobre os conteúdos aos invés de apenas ficarem ouvindo passivamente as explicações do professor - e será mesmo que eles sempre estão pensando no conteúdo durante essas explicações?

Vou continuar a dar mais e mais oportunidades para que meus alunos aprendam. Você também faz isso nas suas aulas?

Até breve!